Troca de acordes: como evoluir?

Troca de acordes

Evoluir na troca de acordes é o sonho de todo iniciante do violão. Afinal, para que as músicas fiquem fluidas e interessantes, as passagens devem ser ágeis e, ao mesmo tempo, precisas.

Porém, quando falamos de algo tão específico e delicado, pode ser difícil de início. Mas não se aflija nem se desmotive.

Hoje, apontarei uma série de dicas valiosíssimas para a hora do treino. Você conseguirá não apenas evoluir na troca de acordes como, também, tocar melhor.

E, claro, não ignoraremos os aspectos ergonômicos envolvidos. Pode apostar: seu desenvolvimento será impressionante e em tempo recorde.

Vamos juntos? Se sim, me acompanhe!

A urgência de evoluir na troca de acordes

Muito importante evoluir troca de acordes

Definitivamente, evoluir na troca de acordes é assunto urgente. Inicia-se a necessidade imediatamente, quando começamos nossos estudos.

Isso ocorre porque estudar violão apenas por exercícios é tedioso e pouco produtivo. Perde-se, na execução repetitiva de cromatismos, o interesse e motivação do aprender.

Assim, a solução que, como vários outros professores, eu uso é: ensinar com coisa práticas, tocando mesmo.

Mas como seria possível já tocar se ainda estamos nos acostumando com os acordes e seus desenhos, não é mesmo?

Justamente por isso, evoluir na troca de acordes torna-se ponto importante. Sem isso, o aluno perderá o interesse pelo estudos. Um grande problema, não é?

Desse modo, a união entre as duas atividades resolve o caso completamente. Treina-se o cromatismo, a repetição. E, no fim de cada treino, busca-se tocar na prática uma canção.

Basicamente, o que trarei aqui seguirá esta lógica. Fazendo direitinho, você conseguirá evoluir na troca de acordes de forma rápida, ganhando força e precisão.

Como é possível começar a evoluir na troca de acordes

A partir deste ponto, trarei elementos fundamentais deste intento. Por tal, é de extrema importância não deixar nenhuma tarefa de lado.

Cada ponto visa facilitar o próximo. No final, todos colaboram para você evoluir na troca de acordes. Abrir mão de um seria atrapalhar toda a cadeia de evolução. Estamos combinados?

Passo 1: Treinando as posturas adequadas

Em primeiro lugar, para evoluir na troca de acordes, é preciso conhecer e aplicar posturas adequadas.

Tanto seu corpo quanto suas mãos devem estar posicionados corretamente. Isso é determinante tanto para sua evolução como para sua saúde.

Para evoluir na troca de cordas, a atenção principal estará na coluna e na mão de acordes. Para os destros, essa será a mão esquerda.

Canhotos podem tocar com instrumento canhoto ou se adaptarem. Muitos, como Jimi Hendrix, tocavam com a mão esquerda nos acordes.

Assim, para universalizarmos, trataremos sempre como “mão de acordes”. E a postura ideal desta mão é com o polegar perfeitamente acoplado nas costas do braço.

Um vício terrível, e infelizmente muito comum, é o do polegar “aparecido”. Ocorre quando o polegar da mão de acordes se projeta para cima, sobre a escala.

Em músicos já experientes, isso não se torna grande problema. Todavia, nos iniciantes, pode gerar lesões, atrapalhar a formação de acordes e, claro, a pestana.

No mais, lembre-se de se sentar confortavelmente e com as costas eretas. Quando à mão do ritmo, mantenha-a relaxada, com o braço levemente apoiado no corpo do instrumento.

Mantendo essa postura simples, será mais simples evoluir na troca de acordes. Combinado?

Postura para evoluir na troca de acordes

Passo 2: Aquecendo os dedos

Em qualquer atividade física, o aquecimento faz-se imprescindível. E, como tocar violão também é uma atividade, deve-se praticá-lo.

No nosso caso, o maior esforço estará sempre na mão de acordes. Cada dedo se moverá muitas vezes, assumindo posições diferentes.

O aquecimento garantirá que todas as falanges estejam preparadas para os exercícios. Assim, contrações ou dores serão evitadas.

Para o aquecimento, você pode apertar uma bolinha de borracha por alguns instantes antes de começar. Na falta de uma, um par de meias enroladinho pode ajudar bastante.

Quando a mão estiver confortável, passamos para o aquecimento na escala. Com o violão no colo e a postura correta, iniciam-se os exercícios de cromatismo.

Neles, você diversificará casas e cordas, utilizando todos os dedos. A velocidade, imediatamente, não é importante. Basta que as notas soem adequadamente.

Aqui, a boa sonoridade dependerá da postura correta do polegar da mão de acorde. Se estiver firme nas costas do braço, a pressão será suficiente. Trastejamentos dificilmente acontecerão.

Confira alguns exercícios de cromatismo que a TV Cifras disponibilizou em vídeo-aula:

Estes cromatismos favorecem em muitos pontos a mão de acordes. Automaticamente, são essenciais para evoluir na troca de acordes.

Entre os principais pontos, podemos apontar:

  • Calejamento dos dedos: diminuindo a sensibilidades das pontas dos dedos;
  • Fortalecimento do pulso e falanges: com a postura correta, pulso e dedos ganharão mais força;
  • Agilidade e trabalho da memória muscular: falamos bastante disso na matéria sobre como cantar e tocar ao mesmo tempo;
  • Independência dos dedos: cada qual tendo liberdade para mover-se independentemente dos demais.

Embora monótonos, os cromatismos são necessários. Apenas não abuse. Reserve alguns minutos (10 a 15) e os pratique diariamente.

E não precisa ser todo o tempo de uma vez. Você pode fazer sessões de cromatismo divididas durante o dia.

Passo 3: Praticando as fôrmas dos acordes

Quando explicamos o sistema CAGED, falamos bastante sobre a repetição constante dos acordes, no braço do violão. Com isso, posso montar vários acordes com o desenho de um.

Contudo, logo que começamos, fica difícil memorizar múltiplas posições diferentes. Assim, é interessante preferir, neste momento, as fôrmas de cordas soltas.

Elas são as principais. Não dependem de pestana, na maioria dos casos, utilizando poucos dedos. São as mais representadas em revistas e sites de cifras.

Nesta etapa, não há segredo: é memorização pura e simplesmente. Você decora a fôrma e como ela se monta, no braço do violão.

Depois disso, é praticar. Começando sempre de cima para baixo, posicione cada dedo, faça pressão e soe o acorde.

A montagem estará perfeita quando nenhuma das cordas trastejar ou soar abafada.

Quanto mais trabalhar na memorização, mais transparentes serão as fôrmas. A partir daí, evoluir na troca de acordes será mais fácil. Além disso, as transições serão mais sonoras.

Passo 4: Colocando a transição em prática

troca de acordes na prática

A última etapa para evoluir na troca de acordes é colocar os treinos em prática. Obviamente, isso só deve ser feito mesmo quando a memorização estiver boa e a mão estiver forte.

Mas não se preocupe. Poucos dias de treino de cromatismo e memorização já resolverão. Especialmente se, ao treinar, você escolher uma música simples, com dois ou três acordes.

Porém, se antes de estar pronto já tiver entediado dos exercícios, não se preocupe. É possível praticar utilizando solos simples e riffs de introdução de músicas.

Neste caso, saber ler tablaturas será de grande valia!

Músicas como Come as You Are, Enter Sandman, Losing My Religion podem ajudar. Basta escolher a que prefere e praticar essas linhas de notas sós.

Quando sentir segurança, é hora da prática. E será magnífico, porque você poderá evoluir na troca de acordes enquanto treina ritmos e batidas.

Escolha músicas fáceis de tocar para iniciantes e mãos à obra! Você verá que, em dias, seu progresso será fantástico. E o melhor: tudo com diversão e sem monotonia.

E então? Vai colocar essas dicas em prática ou não? Se sim, foi um prazer imenso ter você por aqui.

Fique ligado nas novidades e, claro, divulgue esta matéria para seus contatos. Juntos, somos mais fortes.

Até mais, caros alunos! Nos vemos em breve!

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About the Author: Mario Feitosa

Músico e compositor popular, o premiado escritor Mario Feitosa é especialista em tecnologia, poeta e redator. Baixista e violonista com décadas de experiência, seu compromisso é transformar a Música em matéria universal.

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